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21 setembro 2011



A sutil diferença entre dar o melhor de si e perder a identidade na relação...

Por que tantas pessoas reclamam que fazem todas as vontades do outro e não são valorizadas por isso? 

Ceder sempre ou dizer sempre "sim" não é a melhor maneira de conquistar o outro!


Você também já deve ter ouvido alguém contar (porque eu já ouvi várias vezes) sobre o fato de ter dado o melhor de si num relacionamento e, mesmo assim, ter-se dado mal.

Em geral, a queixa de homens e mulheres "bons demais" é a seguinte: "fui muito dedicado, fiz tudo o que o outro quis e não fui reconhecido. Estou cansado de me doar completamente nos relacionamentos e sofrer. Não entendo por que as pessoas dizem que querem encontrar alguém legal e, quando encontram, simplesmente não dão valor"... e por aí segue a descrição de uma dor que é realmente dilacerante, mas cujos motivos não são bem esses relatados!

Acontece que pessoas que se doam demais, que fazem tudo o que o outro quer são aquelas que, muito freqüentemente, ainda não se deram conta da enorme importância que sua individualidade tem na relação. Ainda se equivocam ao acreditar que para serem amadas precisam ceder sempre, aceitar tudo e simplesmente se anular em função dos desejos da outra pessoa. Enganam a si mesmas acreditando que agem por amor.


Quem nunca se coloca quem muito pouco discorda do outro, quem quase nunca expressa uma vontade que seja adversa, não faz isso por amor e, sim, por insegurança, por medo de que o outro não tolere ser contrariado e o deixe. Ou seja, estamos falando de uma auto-estima fragilizada, que precisa ser resgatada, alimentada e, sobretudo, auto-reconhecida. 
É preciso que essas pessoas percebam que existe uma sutil diferença entre dar o melhor de si e se perder, perder sua própria referência num encontro de amor.

Quem vai deixando de mostrar o que incomoda, quem vai deixando de falar sobre o que desagrada, vai se identificando e se misturando com o outro a ponto de se tornar uma espécie de reflexo dele.
E convenhamos: se realmente fosse bom se relacionar com o reflexo da gente, casaríamos com o espelho de casa e seríamos felizes para sempre. Mas ninguém quer isso! Embora a gente procure semelhanças e gostos parecidos no ser amado, queremos e precisamos das diferenças para que o relacionamento cresça, amadureça, engrandeça os dois. Admiramos o que é diferente de nós, aquilo que pode nos transformar em alguém melhor; queremos conquistar o que nos parece um tesouro que ainda não temos.

E veja bem: não estou falando de fazer joguinho de difícil e nem de se colocar aos gritos, impondo suas vontades. Estou falando justamente da arte de encontrar o equilíbrio. Estou falando da encantadora dança do amor, que nada mais é do que a harmonia entre avançar e recuar, com leveza, inteligência, atenção, disponibilidade e, acima de tudo, capacidade de começar de novo ao errar...

Resumindo: quem sempre diz "sim", vai se dar mal. E quem sempre diz "não", também. O segredo é ceder às vezes e ser mais firme em outras, mas sempre - sempre! - mostrar ao outro qual é sua vontade e ouvir qual é a dele. Assim, quando você ceder, ele poderá reconhecer para que, numa próxima ocasião onde a diferença aparecer, ele possa ceder também. E se isso não acontecer, ou seja, se um terminar cedendo sempre, que vocês possam conversar e pontuar esse desequilíbrio.

Porque, de verdade, quem vive uma série de relacionamentos e sai delas com a sensação de quem nunca é valorizado, certamente está perdendo sua identidade, está se transformando numa companhia sem atrativos, exatamente porque decidiu (na maioria das vezes inconscientemente) ignorar seus predicados para enaltecer somente os predicados do outro. E assim, foi perdendo seu brilho, seu encanto, sua singularidade e também abandonando as características que, paradoxalmente, atraíram a pessoa amada...

Se você tem sofrido e se sentido injustiçado por ser "bom demais" e não receber em troca nem o amor que achava que merecia por tanta compreensão e dedicação sugerem que comece a olhar um pouco mais para si e se perguntar: "o que eu realmente quero?", mesmo que o tema seja simplesmente escolher o sabor da pizza. E especialmente quando esse desejo for importante, faça-o valer e não desista dele!

Em qualquer relacionamento, para o sucesso ou o fracasso dele, quem você for ou quem você deixar de ser é o que mais vai fazer a diferença! E se vai dar certo ou não, uma verdade é soberana: só vai valer a pena se você tiver conseguido ser você mesmo, ao menos na maioria das vezes!



Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos · 
e Autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" 
e "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros.



Dicas Terapêuticas: 

Já ouviu a frase: “Ninguém é de ninguém?”, digo isso porque ficou tão famosa a ponto de se tornar livro que aborda ciúmes, sentimento de posse etc. da autora Zíbia Gasparetto a quem muito admiro.

O fato de amar e viver com essa pessoa é maravilhoso, mas não podemos deixar de lado quem somos, o que apreciamos fazer, nossa profissão, e tudo que também proporciona bem estar.

Lembre-se que quando você conheceu a pessoa em questão, ela admirou exatamente “vocꔸ isso inclui tudo que tinha no pacote, rsrsrsrssrsrsrsrs.

O gostoso da relação amorosa é somar! 
Os momentos que passamos junto à pessoa amada precisam ser agradável, leve, surpreendente. Hoje em dia, as pessoas namoram e casam e mudam de personalidade a ponto de se transformarem em outra pessoa, será isso positivo? 

Mudanças são benéficas, mas também são vistas a olhos nus se forem positivas.

É justo você se descaracterizar-se por conta de outra pessoa?

Apagar sua luz e depois de alguns anos ouvir: “Quando eu te conheci você era linda! Tinha um corpo maravilhoso! E por aí vai.

A união do casal é benéfica quando os dois estão livres para viver a emoção e o prazer de ter o outro porque simplesmente querem viver este momento e porque isso não significa podar o outro.

A lealdade também é primordial!

Nos dias atuais, as pessoas estão volúveis, casam e descasam na maior facilidade como se fosse brincar de casinha.

Ninguém fala no amor, digo o “Amor”, quem hoje está junto por amor?

Você aceita seu parceiro(a) como ele é?

Se ele ou você mudaram ao longo do tempo o que será que ouve no meio do caminho para que vocês chegassem a esse ponto?

“Você apagou sua luz interior?” 
Um grande bjo no seu coração.
Paz profunda!
5
Comentários via FaceBook

5 comentários:

  1. Amei esse texto e concordo... uma relação tem que ter equilíbrio e somar sempre sem perder a identidade de cada um.
    Isso me fez lembrar o filme que que a Liliana indicou: Comer Rezar Amar (http://t.co/yOAzPgxy), assisti 2 X já (rs) ... A atriz, Julia Roberts estava sempre insatisfeita com as suas relações, tem uma passagem que o marido da amiga diz que ela se parece com o atual namorado, se veste igual, fala igual e tudo mais, e quando estava com marido, se parecia com marido, antes dela decidir mudar a vida, comenta que nunca teve tempo pra ela... muito bom, recomendo demais e principalmente pra quem se identificou com o texto.

    bjkssss

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  2. grracas a esse texto eu concerteza vou ver essefilme. deve ser fenial! oO heey ale obrigada pela visita. eu vou ensinar sim a fazeros adesiviinhos :)

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  3. Adorei o texto e o post!!!
    É verdade Alê lembra demais o filme mesmo! Esse filme é sensacional né?! rsrsrs Faz a gente pensar bastante e ajuda a gente se enxergar também!
    Beijosss

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  4. Muito bom o post, adorei!!!
    Bjs

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  5. Oi Sol! Que texto perfeito. Conheço tanta gente que se anula completamente em função de outra pessoa e, na grande maioria das vezes, não são valorizadas por isso, tampouco seguram essa pessoa ao seu lado por muito tempo. Adorei a parte do texto que diz: "Lembre-se
    que quando você conheceu a pessoa em questão, ela admirou exatamente
    “vocꔸ isso inclui tudo que tinha no pacote, rsrsrsrssrsrsrsrs." ----> Isso é super fato!

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