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16 agosto 2012



Mania de criticar

Por Sol Neves
Quando a tensão num relacionamento está muito alta, é comum transpor os desafios por meio de discussões que levam a rompimentos.

Devido a ressentimentos não expressos e a frustrações não digeridas, criticamos o outro como uma forma de pedir por mais atenção.

Que estranha mania: diminuímos o outro com a intenção de que ele nos dê mais!

Por experiência própria, sabemos que criticar com a intenção de agredir é uma forma ineficaz de expressar insatisfação e pedir atenção. No entanto, a crítica é uma forma comum de solicitação.

Quando um parceiro procura aproximar-se do outro de maneira crítica e raivosa, o outro se afasta para se proteger desta energia de ataque, fechando-se cada vez mais.
Sem receptividade de escuta, cada um a seu modo, lança mão de uma estratégia de ataque e recuo - como se visse o outro como um inimigo.

Por isso, relacionamentos sustentados por críticas tornam-se viciados em ciclos de ataque versus evitação.
Uma coisa é comunicar sem rodeios suas insatisfações com a motivação de que o outro conheça suas necessidades e percepções.

Outra coisa é falar com a intenção de converter o outro a seus pontos de vista.

A diferença entre estas duas posições também será dada pela capacidade de escuta daquele que recebe as críticas.

No entanto, não há como negar que ao expressarmos um sofrimento de forma congruente e aberta propiciamos a receptividade alheia.

Cabe ressaltar que aquele que é criticada precisa aprender a se impor diante de quem o critica negativamente, pois, do contrário, ele se torna um agressor passivo: identificado com seu papel de vítima, agride o outro para posicioná-lo como agressor, ao invés de buscar empatia e um novo entendimento.

Antes de criticar alguém devemos nos distanciar para refletir sobre nossa real motivação ao nos tornarmos um "acusador agressivo".

Optar por reter os impulsos agressivos para analisá-los melhor, ao invés de simplesmente desabafá-los, é crucial se quisermos transformar relacionamentos viciados, com conversas cheias de críticas e implicações um frente ao outro. .

Desta forma, aos poucos nos unimos a nós mesmos, não precisamos mais transformar o outro para evitar nossos próprios sentimentos dolorosos.

Quando recuperamos a força para auto acolher nossa raiva, já não necessitamos impreterivelmente de expressá-la.

Isto não quer dizer que nos tornamos autossuficientes ou indiferentes àqueles com quem nos relacionamos, mas simplesmente que não precisamos mais criticá-los, ou seja, transformá-los para que eles nos tratem de um certo modo que nos garanta a não termos que encarar nossos próprios sofrimentos.

Uma vez menos reativos, conseguimos mais facilmente relativizar: não pegar tudo ao pé da letra.

Sob a raiva, encontra-se a tristeza.
Ao expressarmos nossa vulnerabilidade ao invés de nossa irritação, damos ao outro um voto de confiança, recolocando-o numa posição de parceria e não de inimigo como outrora.

Se por um lado, temos a necessidade de nos sentirmos garantidos em nossos relacionamentos, temos também a necessidade de nos soltarmos.

Quanto mais estivermos conectados de forma segura, mais separados e diferentes poderemos ser.

Mas se estivermos num relacionamento baseado em críticas, nossa tendência será a de retrair nossa espontaneidade para não corrermos o risco de agirmos de modo a sermos um novo alvo de desaprovação.

Dicas da Sol:
Olá meninas, tudo bom?
Espero que sim.

A intenção deste tema hoje, foi colocar todas nós para pensar o quanto somos críticas, exigentes e às vezes controladoras com quem mais amamos.

Queremos tudo sempre a nossa maneira, e quando isso não acontece nos sentimos contrariadas, e muitas das vezes perdemos totalmente o bom senso.

Magoamos pessoas queridas, no caso deste texto, estamos falando de relacionamento a dois.

Então a dica que eu quero deixar pra vocês e também colher de vocês é, numa hora dessas devemos tentar manter o equilíbrio. Isto não significa deixar ninguém pisar em nós, mas também, tentar manter a consciência que se eu magoar, pela “lei de causa e efeito” serei magoada também.

Nós sempre temos o que aprender com cada situação que nos acontece, por mais piegas que isso pareça. Tem gente que pensa até que esse é um papo de gente conformada, mas não.

A idéia aqui é passar consciência, não tem aquele ditado que diz: “Quem com ferro fere como ferro será ferido”, pois então? Reflita nos seus atos.

Eu digitando este texto nesse momento “eu” já tô me questionando.

Então fica a dica: Nada de ser passiva, pedir desculpas por existir, boba; mas também nada de ser juíza, controladora, dominadora e principalmente ingrata. Observe bem quem está ao seu lado.

Você tem um amor, um parceiro? Ou um inimigo? Pense nisso!

Somos perfeitos a nossa maneira. Estamos aqui para evoluir... Sempre!!!!

E lembre-se das leis do universo:
** Semelhante atrai semelhante **

Um grande bjo!
Desejo a vc que está lendo este post toda a felicidade do mundo.
Muita luz, equilíbrio na sua vida.
Deus esteja contigo!

Fonte:
  • Texto de Bel Cesar: psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990.
  • Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte.
  • Arquivo pessoal e comentários: Sol Neves
6
Comentários via FaceBook

6 comentários:

  1. Nossa Solange estava realmente precisando  ler um post como esse hj, me tirou um peso enorme das costas e me fez muito bem...obrigadaaaaa!!!! bjs e um ótimo fds pra ti!

    http://kellyapaixonadaporesmaltes.blogspot.com.br/ 

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  2. Essa frase aqui me serve muito bem: "Queremos tudo sempre a nossa maneira, e quando isso não acontece nos sentimos contrariadas, e muitas das vezes perdemos totalmente o bom senso." é vergonhoso dizer isso, mas... é a verdade!
    O engraçado é que às vezes, nós tentamos mudar as pessoas, sendo que foi exatamente por elas terem tal jeito que nós nos apaixonamos por elas. Vai tentar entender isso... rsrsrs Já dizia Shakepeare: "só porque alguém não nos ama como gostaríamos, não significa que esse alguém não nos ama com tudo o que pode."
    Eu acho que manter o equilíbrio é o que vai nos ajudar a viver cada vez melhor... Não só em relacionamentos. É preciso muito esforço... todo dia... para tentar ser uma pessoa melhor!
    É difícil... mas... temos que tentar... rsrsrs
    Adorei o post Sol!!! =D
    Beijosss

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  3. Eu agradeço de coração Kelly...o objetivo dos posts é sempre ajudar.
    Obrigada e continue dando sua opinião, ela é sempre importante pra todas nós do TJm.
    Bjos!
    Se quiser me add me face: http://www.facebook.com/solange.p.s.neves

    ResponderExcluir
  4. Oh Liliana vc como sempre" especial", delicada com e com comentários bem sacados.
    Nem preciso dizer que vc mora no meu coração e nem paga aluguel né,kkkkkkkkkkkkk
    Obrigada pelos comentários me ajudam muito.
    Bjos!
    Adoro vc!

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  5. Eu agradeço de coração Kelly...o objetivo dos posts é sempre ajudar.
    Obrigada e continue dando sua opinião, ela é sempre importante pra todas nós do TJm.
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  6. Oh Liliana vc como sempre" especial", delicada com e com comentários bem sacados.
    Nem preciso dizer que vc mora no meu coração e nem paga aluguel né,kkkkkkkkkkkkk
    Obrigada pelos comentários me ajudam muito.
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