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13 abril 2013



“Me sinto só”



Olá meninas, tudo bom?
Você se sente só?
Analise!




Em nosso dia a dia constantemente estamos transitando em meio a inúmeras pessoas e em casa, quando supostamente estaríamos sozinhos, ou assistimos televisão, ou estamos com vizinhos, ou lendo livros, ou falando ao telefone, acessando internet etc.. Enfim, a todo tempo ficamos envolvidos com toda a sorte de situações que nos informam de que nunca estamos sós.

Ou talvez que nos iludam incitando essa sensação.



Essa suposta verdade de que nunca estamos sós acaba se revelando como uma grandiosíssima mentira. Parece uma peça que nos pregaram e que a todo custo ainda tentam implantar nos desavisados.

Até podemos acreditar que apenas pelo motivo de estarmos com muita gente ao redor e também por conta de todo o excesso de informações que nos atravessam, de que nunca estamos sós, ou de que não há espaço para sentir esse vazio.

Neste sentido, se acaso alguém se queixasse da solidão, seria algo totalmente infundado.

Mas, seria mesmo? Ao que parece, não, um dos sentimentos mais profundos da humanidade é o da solidão.

Grande número de pessoas literalmente odeia final de semana quando terminam suas atividades de trabalho e se desconectam das relações de referência.

Hoje mais do que nunca pessoas e mais pessoas não se sentem pertencer aos meios em que circulam, aos ambientes onde vivem. Muitos se encontram como um peixe fora da água.



Os mais ávidos por se sentirem vinculados, ou se casam indevidamente, ou caem na noite, usam drogas ou mesmo viciam-se em sexo sem compromisso entre outras situações danosas.

A busca é a da saciedade para se evitar o sentimento do vazio da solidão, que é pior dos mundos, lugar onde mesmo quando acompanhados a sensação é a de isolamento.

A vida no século XXI dificulta sobremaneira a resolução deste tipo de conflito, pois todos parecem estar com pressa, principalmente nas cidades grandes.

Quando se tenta fazer amigos pela internet, por exemplo, estes em pouquíssimo tempo evidenciam ser amizades apenas virtuais, ou seja, deletáveis.

Na vida prática, quando se faz amigos no trabalho, a competitividade é o que impera. Tudo fica efêmero, desfazendo-se em instantes.

Os mais sensíveis, que necessitam de um contato mais direto, olho no olho, essência com essência, normalmente ficam à margem de tudo e de todos.

Não se enganem os mais introvertidos ao suporem que o mundo dos extrovertidos é diferente dos deles.

O que se passa do lado de dentro, muitas vezes, é da mesma ordem de percepção para ambos.

Hoje mais do que nunca, as pessoas sentem solidão.




Ao mesmo tempo em que há um desprendimento para se viajar só, para comer em restaurantes e cinemas na própria companhia, a sociedade "autossuficiente" neste quesito peca ao esconder em suas profundezas a dificuldade para se vincular.

Há, porém, um limite para se isentar ou passar por cima das dificuldades que acontecem nas entrelinhas.

Um dia, a casa cai e o sentimento de solidão e de falta de vínculo irrompe sangrando.

A grande questão é que o momento do confronto consegue mesmo um dia fatalmente acontece derrubando qualquer mecanismo de defesa.

A busca de terapia vem nessas ocasiões onde a solidão e o sentimento de não pertencer se tornam tão implacáveis que o próprio sentido da vida desaparece.

São nestes momentos que angústias impensáveis tomam posse do indivíduo e a conhecida lida com a vida fracassa. É quando a crise chega.

Se bem guiada, a resolução da crise poderá transformar o indivíduo por completo e um verdadeiro renascimento poderá ocorrer.

“ Novas escolhas e ousadia para se bancar no que for importante é o que passará a valer.”

Isso pode ocorrer independente de idade.

Na vida de hoje, tudo se organiza de modo diferente de outrora.

O sentimento de pertencer a algo, de se sentir em casa mudou radicalmente.

Diversas famílias se configuram de modo distante de antigamente, muitos mudaram de religião, os empregos já não são permanentes e nem são garantia de nada.

A cada dia que passa, a tecnologia muda. O que é moda hoje, horas depois corre o risco de não ser mais.
Transitar, pertencer e se vincular num mundo onde a nova lei baseia-se na mudança constante, não é tarefa fácil. A não fixidez dificulta as referências de origem, o reconhecimento da estrutura interna.

Encontrar-se consigo mesmo e com as suas verdades faz com que o vazio e a solidão transformem-se na energia radiante que vem do si mesmo, no seu lugar seguro e de referência.

O seu mundo interno, mesmo que mutante deve ser o seu templo.

Centrar-se e reconhecer o que faz sentido é a porta de acesso ao outro, aos vínculos e ao crescimento promovido por todas as relações.

Comentários da Sol:
Solidão para mim é um estado do espírito, pois, quem não tem a si próprio está só.

Você curte estar com você? Independente de estar na roda de amigos ou com familiares?

Acredito que há tempo para todas as coisas, e estar só por algum tempo também tem seu valor.

Solidão é uma palavra forte, de peso.

Tem pessoas que estão rodeadas de gente e se sente só, é absolutamente relativo.

Com alguém, sem alguém por perto, é necessário ficar bem, se sentir bem, o silêncio e você, já pensou nisso?

É importante e uma forma também de meditação.

É dramático quando você se encontra doente, ou com alguma deficiência, mas no geral, podemos estar rodeados de gente e em dado momento ficarmos sozinhos e bem.
Já pensou nisso? É difícil pra você?
Sua mente permitiria esse silêncio?
Quero sua opinião!
Grande bjo!

Banque-se! O mundo te banca quando você se banca!

Ame-se! Deus te fez pra você! E te quer sorrindo!





Fonte: Baseado no texto de Silvia Malamud ( Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem direta a memórias do inconsciente.)

Comentários: Sol Neves
Imagens : Google


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3 comentários:

  1. Sol, é impressionante que na mesma proporção em que adoro está cercada de gente, casa cheia, filhos "aperriando" meu juízo, dá gargalhada com os amigos, eu também adoro ficar quietinha, sozinha, no silêncio. Tem horas que o silêncio é bem vindo, mas tem horas que ele é "terrivelmente barulhento", sabe como é que é?
    Acredito que eu consigo equilibrar essas duas situações muito bem.
    bjkas!
    Bia

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  2. Eu também sou como você Bia, há momentos que eu gosto de estar cercada de gente. Já em outros prefiro ficar comigo mesma.

    Acho que o equilíbrio entre essas duas opções seja saudável.

    Porque na verdade, só se sente só que não tem a sim mesmo né não?

    Bjo grande!

    ResponderExcluir
  3. Assim como a Bia disse... Também gosto de estar cercada de pessoas que eu amo e que me amam... Mas também gosto de ficar quieta no meu canto!
    Já fui muitooo sozinha no cinema... E eu adoro fazer isso!!! uahuahuhua

    Beijosss

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