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21 maio 2013



“Como não sermos vítimas de nossas próprias atitudes impensadas”

Quem não conhece os problemas causados por ações impulsivas?
Agir mesmo sabendo que não era a hora, falar mesmo sabendo que é melhor ficar quieto... São pequenas ações que podem gerar grandes problemas!
Quando seguimos nossos impulsos sem nos consultarmos, tornamo-nos reféns de nossas próprias ações.
No entanto, podemos superar os padrões automáticos de comportamento. Isto é, sentir o impulso e ainda assim escolher como reagir.
O mundo pode nos pressionar, mas nós podemos nos auto liberar. Para tanto, precisamos inicialmente conhecer como funciona nossa mente diante das situações de pressão.
Inicialmente, precisamos aprender a reconhecer e nomear os sinais físicos e mentais de uma atitude impulsiva para então podermos dominar nossas respostas.
Mas não basta parar por aí. Será preciso treinar inúmeras vezes essa atitude interna de auto-observação para cultivar a confiança de que vale a pena não sermos vítimas de nossas próprias atitudes impensadas.
Diante de uma explosão emocional, contar até 10 antes de reagir pode funcionar.
Pois quando estamos muito ativados, os impulsos advindos do centro emocional do cérebro (sistema límbico) são mais velozes do que aqueles que saem do centro racional, o córtex pré-frontal, capazes de controlar as emoções.
Ao contar até 10, damos uma chance para nosso cérebro fazer um circuito neuronal capaz de ativar nossa racionalidade! Com o córtex pré-frontal funcionando novamente, voltamos a ter também a empatia para com os outros.
Não basta contermos o impulso agressivo, é preciso processá-lo. Pois senão iremos implodir e sofrer os danos desta energia não elaborada.
Desta forma, já não queremos mais agredir, mas sim nos entender.
Observar-se requer familiaridade consigo mesmo para poder ir além da culpa e da vergonha.

“Observar-se significa aceitar-se diante do desconforto ao mesmo tempo em que nos motivamos e nos esforçamos para cultivar uma nova atitude.”

Quando nos compromissamos com a mudança interna surge o sabor de seguirmos em frente, "mais leves".
Segundo Daniel Siegel, a habilidade de observar é a capacidade para perceber o "eu" mesmo enquanto estamos vivenciando um evento.
Ela nos coloca em um quadro de referências mais amplo e expande nossa perspectiva a cada momento.
Ao reconhecer o ambiente em que nos encontramos, começamos a sair do comportamento habitual. Em outras palavras, se noto as nuances à minha volta, tenho a chance de escolher se quero interagir com elas ou não!
Na medida em que passamos a nos perceber com abertura, observação e objetividade ganharam mais e mais espaço interior, que por sua vez gera a flexibilidade necessária para fazermos novas associações. Surgem novas ideias, tornamo-nos criativos.
Vívidos.

“Quanto mais espaço interior adquirimos, mais inteligentes emocionalmente nos tornamos.”
Curiosamente, quanto mais visão mental adquirimos sobre nós mesmos, mais habilidades temos para perceber os outros: pois quando conseguirmos sentir nosso estado mental, o caminho fundamental para a ressonância com outros também está aberto.
Sem resistência para percebermos a nós mesmos e ao outro, algo totalmente novo pode ocorrer!

Comentários da Sol:

É preciso ter coragem para não entrar na energia alheia.
Muitas vezes somos irritados pela projeção dos outros, e pagamos o preço da discórdia, da falta de paz, do nervosismo.
Separe o que é seu, do que é do outro.
Mas a regra é clara a meu ver, se semelhantes se atraem, primeiro temos que melhorar dentro de nós. Organizar as ideias!
Não é uma tarefa simples; exige disciplina, força de vontade, e autoconhecimento.
O mundo está irritado, ou seja, somos irritáveis! Precisamos ir em busca da paz, do controle de si.
Santo só Deus, mas nem por isso vamos dar brecha para confusões.
Cada um faz a sua parte! A sua Paz!
Pense nisso!
Desejo à todos nós, muita paz interior!
Fonte: Baseado no texto de Bel Cesar, Psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990.
Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte.
Autora dos livros: Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções, Mania de sofrer e recentemente O sutil desiquilíbrio do estresse, todos pela editora Gaia.
Comentários: Sol Neves
Imagens: Google



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4 comentários:

  1. Contar até 10 antes de agir ou reagir...e, se preciso for, respirar fundo e seguir a contagem, mesmo que chegue aos 100, mas fazer a contagem SEMPRE!
    Impressionante como esse "tempo" que damos a mente faz uma diferença absurda.
    Texto espetacular, Sol.

    bjkas!

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  2. Obrigada Bia!

    É verdade...se preciso for, contar até 100. Excelente!

    Faz muita diferença mesmo. Adorei seu comentário.
    Bjos!

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  3. Amiga, eu sou tão impulsiva e se me irritar por horas a fio não consigo controlar minha lingua nem contando até 1000, logo explodo, e falo o que não devo. Preciso muito trabalhar isso em mim, até fiz ioga um tempo pra poder aprender a tranquilizar minha mente...

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  4. O ioga ajuda e muito. Meditação também!
    Mas é claro que ninguém é de ferro né amiga, até eu se irritar demais,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Bjos!
    ]

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